Tem alguém aí igual a mim?

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Photo by Jure Širić from Pexels

Existe valor e alegria na individualidade, não há dúvida nisso. Individualidade é, inclusive, fundamental para formarmos nosso eu e nos posicionarmos no mundo.

Por outro lado, ansiamos pela coletividade. É impossível ser feliz sozinho, já dizia o poeta Tom Jobim. Então, buscamos amigos, família, parceiros; pessoas com quem formamos laços e dividimos experiências. Cada um com sua individualidade, construindo o coletivo, o nosso micro cosmo, nossa zona de conforto.

Na internet me deparo com um fenômeno. Onde está a minha geração? Existem centenas de mulheres brilhantes na faixa dos 30 anos postando em blogs, Youtube, Twitter e Instagram. Mas onde estão as mulheres com mais de 40? Será que não temos nada a dizer, nada a oferecer, nada a compartilhar, a acrescentar? A internet começou a ganhar espaço na nossa juventude, então porque não encontro representantes da minha geração?

Estou há menos de 6 anos de chegar aos 50 mas não me sinto velha, pelo menos não quanto às ideias. As lutas são as mesmas, os preconceitos que sofro também. Não quero ser a tia, quero ser a irmã, a amiga, não importa a idade da pessoa que ler.

Então, tem alguém aí igual a mim?

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Feliz Ano Novo e blog novo

2018 começou com uma energia diferente, uma esperança no ar que muitos de nós precisamos.

2017 foi um ano difícil. As coisas foram estranhas no micro e macrocosmos. Teve muita lágrima derramada e muito choro engasgado.

2018 chegou com um céu lindo, e com uma maneira mais leve de olhar o mundo.
Os problemas não desapareceram, mas a maneira de encará-los pode ser mudada. E esse é o meu propósito pra 2018.25037971_1248915358543875_1372325717034926080_n